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Belém, Pará, sexta-feira, 19 de janeiro de 2018 

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INÍCIO | EVENTOS | LUAU NO CRISPIM

Luau no Crispim
Marapanim/PA - de 25 a 26/6/2005

Este evento foi realizado com o apoio de:
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Fazia muito sol e calor na manhã de sábado, dia 25 de junho. Logo cedo os companheiros do Jeep Clube e seus convidados, inspirados pelo lindo dia e pelo clima de amizade que reina em nossas reuniões, começaram a chegar e concentrar-se para a partida para o LUAU NO CRISPIM, trilha oficial do JCP deste mês. Foram 22 carros compondo o comboio, entre Jeeps Willys, Land Rovers, Toyotas e outros. Após o briefing feito pelo nosso companheiro e presidente do JCP, Rogério Politi, ressaltando as regras de comboio e demais informações que seriam úteis em todo o percurso, partimos do Posto Pará Vip na BR-316, com destino a Santa Izabel do Pará. Nesta primeira etapa, o nosso companheiro Gilberto “Duelo” começou liderando a expedição, seguindo a planilha pelo GPS, levantada anteriormente pelo Japatife, um dos companheiros que levantaram a trilha, mas que infelizmente não pode comparecer. Em Santa Izabel, saímos da BR e seguimos por uma trilha à esquerda da rodovia, percorrendo um trecho sem muitas dificuldades, mas com aquele visual de mata e estrada de terra que faz parte da alma de qualquer Jipeiro.

A expectativa era chegar a um obstáculo conhecido como Bananal, aonde a “brincadeira” realmente começaria. O comboio foi liderado pelos carros mais pesados, como Land Rovers e Toyotas, enquanto que os guerreiros Jeeps vinha atrás, “varrendo” a trilha, como é de praxe nas trilhas do JCP. Quando chegamos à entrada do Bananal, logo de cara uma L200 do convidado e companheiro Gilmar atolou, começando a farra que mais gostamos, atolar e desatolar e vencer os obstáculos. Os que estavam próximos ao Gilmar o ajudaram diretamente, e os demais ficaram ligados pelo rádio e aproveitaram a parada para tomar um refresco e fazer um lanche, que ninguém é de ferro. Seguindo em frente, passamos sem maiores dificuldades pelo Bananal e seguimos aproveitando a paisagem espetacular. Mais ou menos ao meio-dia, o netinho, filho do Diou (de outro mundo), teve que fazer uma parada estratégica para “aliviar o ventre”, neste momento, os que estavam próximos a um igarapé (pequeno curso d´água) aproveitaram para refrescar-se, inclusive o simpático casal paulista, convidados do Rogério, Nilson e Mariana, que estavam de passagem por Belém. Fomos em frente e chegamos novamente ao asfalto, desta feita na estrada estadual que liga os Municípios de Santa Izabel até Vigia, passando por Santo Antônio do Tauá, aonde fizemos novamente uma parada, e compramos gelo e carne para fazermos um churrasco. Entramos novamente em estrada de terra e seguindo o roteiro pré levantado chegamos ao obstáculo que ficou conhecido como a lagoa do Coronelson, pois ele atolou na mesma quando do levantamento da trilha. Este era o obstáculo mais esperado do dia.

Haviam duas alternativas bem distintas, uma com maior grau de dificuldade e outra mais fácil para os amarelões. Logo vários carros começaram a atolar. A Land Rover do nosso amigo Mário Tadeu, bravamente ficou a recuperar e resgatar a maioria do carros que atolavam na passagem. Ao final, o “bagaço” do obstáculo ficou para os Jeeps Willys que não se negaram a enfrentá-los, sem, contudo ter muito sucesso, pois o primeiro trecho da lagoa estava com um “camaleão” submerso de grande proporção inviabilizando qualquer manobra direta. Foi uma gozação geral quando o Jeep do companheiro Mamute atolou, com direito a vaias (de brincadeirinha ) e risos. Depois foi a vez do Jeep Pit Bull do Rogério atolar e todos caírem em cima com brincadeiras e “chavecos”. Vale dizer que os Jeeps foram os únicos a atravessar um curso d´água que cobria o capot do carro ao atravessar. Os outros recuaram. Neste ponto, o Jeep “SAPO” do nosso amigo Ewerton, por incrível que pareça, foi o único que morreu afogado. O nosso amigo Silvio, que já está ficando expert em quase tombar o carro, ao atravessar a lagoa, tomou um trilho em que deixou sua zequinha Bruna gritando de pavor quando quase vêem o mundo de ponta cabeça, passado o susto, seguimos em frente, e em razão da hora, o comando da trilha decidiu ir diretamente ao QTH (local) de acampamento, que seria a Praia do Mojuzinho, na área do Crispim.

O acesso se deu por uma fazenda de camarão, mas que encontra-se desativada, estando apenas o capataz para zelar pela área. Ao chegarmos a praia, todos ficaram extasiados com a beleza do local. De frente para o mar, praia se estendendo pelo horizonte, por sol, tudo o que nós, amantes da natureza, do Off-Road, e de tudo que isto representa, mais gostamos. Estabelecido o acampamento, pudemos nos deliciar com o jantar, “peixe avoado”, previamente contratado pelo nosso amido Diou, que chamou uns pescadores e estes assaram aproximadamente trinta quilos de corvina e gó, peixes regionais muito saborosos. A forma “avoada” de preparo consiste em fazer um buraco no chão, preparar o fogo dentro com carvão, cobrir depois com varas de madeira verde e sobre estas assarem-se os peixes que são temperados apenas na água com sal, uma delícia que coroou o dia.

À noite, ao lado de uma grande fogueira e sob uma grande lua, ficamos todos reunidos, dançando, comendo, bebendo e brincando até altas horas, à luz do luar, em um dos acampamentos mais memoráveis do JCP. Foi uma unanimidade a alegria e satisfação de todos com a trilha e seu acampamento. No dia seguinte, acordamos cedo, mas graças a uma distração, quase ficamos presos pela maré no local do acampamento, que teve que ser desmontado às pressas. Mesmo assim depois fomos elogiados pelo capataz da fazenda, que esteve no local e não achou nenhum resto (lixo), prova de que o JCP está cada mais maduro e dando exemplos de interação com a natureza e cidadania. Passamos o dia no Crispim, reunidos na praia principal aonde estendemos toldos e nos protegemos do sol implacável. Ali almoçamos e ficamos durante o dia todo. Na volta, tomamos um banho em outro igarapé de um amigo do Diou, então, reunidos e em comboio, regressamos a Belém, aonde chegamos por volta de 19h30 de Domingo, alegres e já ansiando pela próxima trilha e pela reunião da semana, aonde contaríamos os casos, veríamos as fotos e tudo mais que cerca o retorno das trilhas.

Texto de David Mendonça - Fotos de Marta Teixeira.

Participantes deste evento
Piloto Zequinhas Veículo
EwertonThaysSapo - Willys Jeep CJ5
Gilberto DueloEdi | Grégory | CarolDuelo II - Land Rover Defender 110
Jorge RodaMartaWilder SuperSuki - Suzuki Vitara
VasconcelosEsperançaPatchanga - Toyota Hilux
Wilson RodaNatália
David-
Lucio BarrosGraçaOnça d'Água - Land Rover Defender 110
JeffersonSheyla
Mario TadeuLucianoPouco Mau !!! - Land Rover Defender 110
TonicoCatarina | LucasManuel O Audaz - Toyota Bandeirantes
SílvioBrunamarvado - Willys Jeep CJ5
DiouMárcia Diou | Adriana | NetoNave - Toyota Bandeirantes
Convidados
Bernardes ()Adriana | Luciana | FelipeSimpson Rover - Land Rover Defender 110
Pamplona ()Renata Pedigree - Willys Jeep CJ5
Messias ()WanderliSamurai - Suzuki Samurai
Sami ()ÁlvaroBrima - Land Rover Defender 110
Cariri (Rogério)IvaniraMacho Véio - Willys Jeep CJ5
17 veículos foram a este evento, pilotados por 12 sócios e 5 convidados,
contabilizando um total de 40 participantes, incluindo os 23 zequinhas.
FOTOS


Mario Tadeu
11 fotos


Jorge Roda
48 fotos


Jefferson
89 fotos


Ewerton
36 fotos

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