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Belém, Pará, quinta-feira, 19 de julho de 2018 

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INÍCIO | EVENTOS | EXPEDIÇÃO PRAIA DE BEJA

Expedição Praia de Beja
Abaetetuba/PA - de 20 a 21/8/2005

Sob os primeiros raios da manhã começaram a chegar à balsa (local designado como ponto de encontro) os animados jipeiros, zequinhas e convidados para mais uma trilha, desta vez rumo à Praia de Beja em Barcarena. Nem parecia que tinham madrugado no sábado, após uma semana árdua de trabalho e/ou uma noite de pouco sono em preparativos para a trilha. Pelo rádio, ainda a caminho da balsa, era visível a alegria e energia positiva que cercavam o evento, que aumentavam na mesma velocidade da luz do dia.
Ainda em terra, Luís Vasconcelos, que bem poderia ser chamado de Professor Pardal, distribuiu os adesivos identificadores do “MACACOVILLE“, aquinhoando os que têm a dormida de trilha em cima de seus jipes, e desta forma, com bastante humor e irreverência batizando as barracas automotivas, cujo uso vem sendo adotado progressivamente pelos jipeiros do JCP, propiciando maior versatilidade e facilidade no acampamento.

Reunidos os 22 veículos participantes, deu-se a largada à expedição, já com muito estilo, face o contato com o rio calmo, maré baixa e sol ainda no nascente, o que possibilitou a todos curtir sem “stress” a natureza que circundava a balsa que transportava o comboio, certamente prenúncio de uma expedição especial. Cerca de 1 hora e 30 minutos depois, já formado o “comboio”, desta vez arrumado harmonicamente pelas marcas dos “jipes”, seguiram os 8 jipes Willys, 1 Suzuki, 1 Engesa, 7 Toyotas e 5 Land Rovers estas últimas que fechariam o grupo, aportou-se no Arapari, de onde em curto trajeto “on road“ houve o deslocamento até o local onde se iniciaria do percurso “off-road”, quando então se juntaram ao grupo os amigos Magaver e Alemão, jipeiros de Barcarena, profundos conhecedores dos buracos e trilhas do “Além-Guamá”.
Tudo pronto, finalmente teve início a “trilha”, cujo levantamento prévio realizado cerca de uma semana antes indicava que seria de “erosão lateral”, passagem por mata fechada e travessia de riacho e igarapé, o máximo obtido nesses dias de estiagem, sol a pino e temperatura alta. Programada estava a chegada pela hora do almoço em igarapé, onde além de banho refrescante far-se-ia uma churrascada, bem típica do JCP, para então se prosseguir em trilha até Beja, onde seria armado o acampamento.

Entretanto, como um presente inesperado, havia chovido nos dias após o levantamento do percurso e que antecederam o final da semana da expedição, botando água, melhor dizendo, lama na programação, para surpresa e notável satisfação de todos, o que trouxe “tempestades” de adrenalina, dificuldade de tração aos veículos, solidariedade e as inevitáveis brincadeiras com os que “ousavam” atolar nos trechos mais severos de lama. Nestas condições “furou” o churrasco do almoço, considerando o atraso na expedição pela dificuldade do percurso, cabendo aos jipeiros se deliciarem com os “quitutes” levados de casa e repartidos na mata, entre o atolamento dos poucos que tiveram esta “má sorte” , do que foi exemplo o pirarucú especial da Zequinha Auxiliadora (esposa do Jipeiro Coronelson), que abasteceu, com sofisticação e alta culinária o batalhão de trás com farto banquete. “Estações gourmet” à parte, vociferavam os “animais tracionados“ nos lamaçais da mata, justificando o nome do trajeto denominado “No limite”. O Jipe “Pitbull” do Presidente Rogério rosnou alto ao não tomar conhecimento dos obstáculos que se apresentavam (e muitas vezes procurados) para passar, nem que fosse para andar apenas com duas rodas apoiadas ao chão. O “Mamute”, apesar de seu porte avantajado, não se intimidou com a lateral de seu Jipe “Mamute” quase encostando ao chão, em passagem cheia de adrenalina por lamaçal com erosão. O Diou (agora devidamente educado e escolado para não borrifar spray de bom ar na garganta, pensando ser refrescante de hálito e garganta, como fez na expedição Luau do Crispim) teve que invocar as Entidades da mata que sempre protegem os jipeiros, para atravessar a sua “A Nave” num “pedaço do céu” (leia-se lamaçal severo), devido o problema na caixa de direção (que depois, com a solidariedade de todos e habilidades de alguns foi reparada na trilha), o que gerou inclusive comentários de que tal não era problema, porque se a Discovery da Nasa tinha problemas, porque “A Nave“ do Diou não poderia ter. Tanto a “Duelo Rover” como a “Simpson Rover” encararam o lamaçal com pneus “street”, desafiando o terreno e não se importando com os obstáculos que para elas se apresentavam, cabendo ainda ao solidário Duelo rebocar pelo “sabão” de lama “A Nave” antes que esta fosse reparada. O Jeff Landeiro, com seu portentoso pneu Frederico também não se intimidou com o lamaçal, com direito a “adeusinho“ aos que assistiam a passagem dos carros pelo trecho mais agressivo e longo do lamaçal. A Toyota do Luis Vasconcelos mostrou a sua força passando pelos obstáculos e ainda “ajudando“ alguns carros a se movimentarem nos atolamentos.

Com tanta lama, aproveitaram os sócios mais antigos para o “batismo” dos novos sócios, Coronelson e Simpson, que foram devidamente enlameados e ainda conduzir seus veículos por trecho de lama especialmente escolhido pelo grupo para provar as suas habilidades.
Saindo do lamaçal, ainda tiveram os jipeiros a oportunidade de um “pit stop” em um cocal, onde muitos se hidrataram com água de coco, para o reagrupamento do comboio e solução de pequenos problemas em alguns dos carros.
Depois de tanta diversão, o comboio chegou ao igarapé (o que seria do almoço) por volta das 17h (5 horas de atraso), possibilitando a todos um relaxante e refrescante banho para renovação das energias dos expedicionários e ainda mais comilança para se chegar em alto giro ao local do acampamento.
Finalmente, por volta das 19 horas a expedição chegou à praia, iluminada pela lua cheia, onde todos, após armarem suas barracas, redes e devidas acomodações, deliciaram-se com peixe da região (feitos no local) e outros pratos trazidos de casa, para ainda na maior animação, confraternizarem-se até altas horas, com direito a maré cheia que trouxe as ondas à beira do acampamento, que inclusive estimulou alguns jipeiros, liderados pelo prestativo e solidário Jaime, a tomar um gostoso banho noturno de alguns jipeiros.

A movimentação no acampamento começou cedo no dia seguinte, revelando a magia do local, enquanto se tomava o café da manhã. Protegidos pela sombra de grandes árvores, estrategicamente escolhidas para refugiar os expedicionários, sob as quais se armaram as barracas e as redes, os jipeiros foram agraciados com um domingo literalmente de “sombra e água fresca”, com direito a rede entre as árvores, churrasco (inacreditavelmente iniciado antes das 10h) e bela praia com maré cheia. Nem precisava caminhar pelo sol para o banho refrescante nas águas doces, vez que a praia chegava até á beira do sombreado acampamento.
Após as brincadeiras na praia, com a travessia do jipe como se fosse barco de trechos do rio, liderados por Cláudio, o Homem Pedra, com direito a pequeno atolamento, por volta das 16 horas, contornadas ainda algumas panes, os expedicionários levantaram acampamento, finalizando o passeio com direito a estrelas no límpido céu, rock nos jipes e a visão noturna de Belém na travessia de retorno do rio Guamá. Breve parada em posto de gasolina para despedida, logo após a chegada em Belém por volta das 20h e assim terminava a expedição, deixando saudades e permitindo aos jipeiros, que ostentavam seus veículos devidamente enlameados, “leveza d´alma e mente “para encarar nova semana de labuta e esperar, com muita ansiedade a nova trilha oficial.

Texto e fotos de Antonio Bernardes.

Participantes deste evento
Piloto Zequinhas Veículo
David-
Mario TadeuLucianoPouco Mau !!! - Land Rover Defender 110
Rogério PolitiPaola | Enrico | MarcelloPit Bull - Willys Jeep CJ5
BernardesAdriana | Luciana | FelipeSimpson Rover - Land Rover Defender 110
Gilberto DueloEdi | Grégory | CarolDuelo II - Land Rover Defender 110
TonicoCatarina | LucasManuel O Audaz - Toyota Bandeirantes
VasconcelosEsperançaPatchanga - Toyota Hilux
EwertonThaysSapo - Willys Jeep CJ5
Cláudio PedraPedritaMatinta Pereira - Toyota Bandeirantes
JeffersonSheyla
Convidados
Cariri ()IvaniraJambú - Willys Jeep CJ5
Messias ()-Samurai - Suzuki Samurai
Pamplona ()-Pedigree - Willys Jeep CJ5
Sami ()Renata Brima - Land Rover Defender 110
14 veículos foram a este evento, pilotados por 10 sócios e 4 convidados,
contabilizando um total de 32 participantes, incluindo os 18 zequinhas.
FOTOS


Jefferson
54 fotos


Gilberto Duelo
45 fotos

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