Transamazônica 2005
20 a 24/04/2005 | Santarém/PA
PATROCINADORES DESTE EVENTO

Primeiro Dia Saímos de Belém às sete da manhã do dia 20, conforme previsto em nossa programação. O comboio formado por 8 carros percorreu a PA-150 sem dificuldades. Ao sairmos da PA e entrarmos na estrada de acesso à Tucuruí, tivemos ainda a adesão ao grupo do Troller de Liomar, acompanhando do Nonato. Paramos para almoçar na beira do lago de Tucuruí, onde Lúcio Barros comandou a farra do peixe, comprado na hora dos pescadores e frito nas barraquinhas da feira montada no local. Uma delícia. Após o almoço, ao cruzarmos a ponte que cruza o lago, tivemos contato pelo rádio do nosso companheiro Moacyr, que iria nos encontrar no caminho, mas decidiu pousar em Tucurui e juntar-se ao grupo no dia seguinte. A viagem transcorreu sem problemas, através da estrada de piçarra muito movimentada. Foi preciso muita atenção por parte dos pilotos. Chegamos em Novo Repartimento às 17 horas, sendo recebidos com extrema cortesia pelos proprietários do Hotel Sta. Terezinha, D. Terezinha e Sr. Mário Braga, além de Sônia, filha do Braga e recepcionista do Hotel, que o JCP recomenda para quem precisar pousar na cidade.

Segundo Dia O toque de alvorada foi dado às 6h30. Após nos despedirmos do pessoal do hotel e D. Terezinha comandar uma oração em proteção ao grupo, partimos da cidade com destino a Altamira. A estrada não apresenta neste trecho grandes dificuldades, mas é preciso atenção redobrada, pois além de termos tráfego de caminhões, temos ainda muitas erosões na pista. Por volta de meio dia, Moacyr, em sua L200R junta-se ao grupo acompanhado do nosso amigo Evaldo Melo com seu Troller vermelho. Após a festa que foi o encontro, partimos para almoçar em Anapu. A tarde, todos tinham a esperança de que uma chuva aumentasse a alegria dos jipeiros. Moacyr e Melo partiram na frente, ficando de nos reencontrar em Altamira. Após atravessarmos o Rio Xingú através da balsa em Belomonte, começamos a fazer contato com Rogério, que chefiava o grupo que começaria a aventura a partir da Altamira. Eram mais de 17hs, quando uma ameaça de chuva entusiasmou a todos. Quando finalmente a água começou a cair, parece brincadeira, mas chegamos no asfalto, já bem próximos de Altamira, onde chegamos pouco mais das 18 horas. Pousamos no Hotel Augustus, hotel agradável e bastante confortável. De noite, após uma reunião com todo o grupo, para um briefing de como será o dia de amanhã, todos fomos para a beira-rio apreciar um bom peixe. Amanhã a aventura promete emoções maiores. Até lá....

Terceiro Dia Hoje o trecho percorrido foi de aproximadamente 200 Km. Tinhamos um dia inteiro para fazê-lo, pois os imprevistos podiam ser muitos. O tráfego é incrivelmente grande na rodovia, apesar de seu estado precário. Não encontramos grandes atoleiros, assim como nenhuma interrupção na estrada. No entanto, pudemos observar que a BR230 é como se fosse uma artéria pronta para enfartar a qualquer momento, pois muitos trechos podem simplesmente desabar a qualquer momento. Passamos por diversas erosões prestes a cortar o fluxo de veículos. Em algumas delas, tivemos que esperar pacientemente a desatolagem de caminhões e veículos não preparados para enfrentar as situações. O mais engraçado, são as kombis que trafegam na rodovia, realizando o transporte coletivo. Seus pilotos (pilotos sim, pois ali não podem ser simples motoristas) são exímios na condução destes valentes carros na lama e na estrada esburacada. Elas ultrapassam os obstáculos com incrível facilidade. Várias vezes fomos ultrapassados por estas kombis, sendo motivo de piada entre os pilotos dos jipes. Paramos para almoço em Medicilândia, onde fomos recepcionados por empresários da cidade que representaram a Prefeita Lenir Trevisan, que no momento encontrava-se em compromisso fora da cidade, mas nos ofereceu um saboroso churrasco. À Prefeita e aos empresários locais, nossos sinceros agradecimentos pela calorosa acolhida na cidade. Retomadas as energias, pegamos a estrada novamente. Depois de passarmos por vários obstáculos, encontrando vários caminhões atolados, chegamos em Uruará no início da noite, confirmando nossas expectativas de problemas para enfrentar os apenas 200 km que nos separavam de Altamira. 19 jipeiros do Jeep Clube Tapajós nos aguardavam na praça central da cidade. Foi uma bela recepção oferecida pelos companheiros santarenos, capitaneados por Emerson e Rodson, nesta encantadora cidade plantada no coração da floresta. Após comemorarmos o encontro com muita gelada, fomos dormir no Hotel Amazônia para poder enfrentar o último dia de viagem.

Quarto Dia A liderança do JC Tapajós, juntamente com o presidente Rogério Politi decidiram que o melhor caminho a tomar seria através da estrada que liga Uruará a hidrelétrica de Curuá-Una, pois o trecho oferece uma carga de adrenalina muito maior por se tratar de uma estrada menos movimentada e por isso mesmo com maiores dificuldades. Partimos com nosso enorme comboio, juntando o Jeep Clube do Pará e o Jeep Clube Tapajós, totalizando 32 veículos. O dia prometia muita adrenalina. Poucos quilômetros após entrarmos na estrada pudemos constatar que não se tratava mais de simples promessas. Estávamos atravessando um trecho de floresta quase intocada, em meio à muita lama e muitas erosões. Subidas e descidas íngremes adicionavam uma dose extra na emoção. Em certos trechos, o piso era extremamente escorregadio, fazendo com que vários carros rodassem e até mesmo saíssem da pista. O Troller do Liomar em uma dessas desgarradas topou com um toco na beira da estrada e teve seu pneu dianteiro direito rasgado. A água castigou alguns outros jipes, que vez por outra tinham de ter seus distribuidores enxugados, como o Willys de nosso colega santareno Pituca. A cada parada, víamos a chance de chegarmos ainda claro em Santarém ir por água abaixo, apesar de ser apenas 320 km que a distanciam de Uruará. Já era noite e já não haviam mais grandes dificuldades a enfrentar, quando a Pathfinder deste que relata a aventura começou a falhar até apagar o motor. Depois de mais de meia hora tentando fazer o motor voltar a pegar, decidimos que o melhor seria rebocar usando um dos towbars que levamos. Brutus, a Land do Iran foi a locomotiva que puxou a Pathifa. Para completar a noite, o Troller do Liomar também apresentou problemas com o motor, mas depois de quase uma hora, Barbosinha, o exímio mecânico contratado pelo JCP para dar apoio à equipe conseguiu fazê-lo funcionar de novo. Com tudo isso, acabamos por entrar em Santarém por volta da meia noite e trinta, horário local. Ainda seguimos até Alter do Chão, onde chegamos quase uma hora depois.

QUINTO DIA - ALTER DO CHÃO/SANTARÉM/BELÉM Uma grata surpresa nos aguardava em Alter do Chão. O Hotel Beloalter é um oásis em meio a um paraíso, se é que isso existe. Alter do Chão é uma pequena vila às margens do Rio Tapajós, cuja beleza encanta a todos que tem a oportunidade de conhecer. O Beloalter por sua vez, em meio a beleza natural do local, encanta seus visitantes pela excelente estrutura e pelo atendimento impecável de seus proprietários, Irene e José Carlos, e de sua equipe, capitaneada pela Vera e Vanice. Fomos a Santarém e embarcamos os carros na balsa que os trará de volta a Belém, para depois retornarmos a Alter do Chão e saborear os tão famosos Tucunaré e Pirarucu na Manteiga. Ficamos na vila até de noite, quando fomos para Santarém, pois embarcaríamos no vôo da TAM que nos traria de volta para Belém. Eram 5 horas de segunda quando pousamos cansados, quebrados e felizes. A maior aventura já realizada pelo JCP havia sido, como diria um certo veterano, um SUCESSO! Um sucesso graças a colaboração e parceiria de nossos amigos do Jeep Clube Tapajós, liderados por Emerson, Rodson e Dorival. Os integrantes do Jeep Clube do Pará agradecem o companheirismo e a atenção dispensados pelos jipeiros tapajônicos, tendo a certeza de que esta foi apenas a primeira de muitas aventuras conjuntas. Já ficou registrado o convite para realizarmos juntos uma expedição ao Marajó em 2006.

Este evento teve a participação de 14 jipes, pilotados por 11 sócios e 3 convidados, com a companhia de 7 zequinhas.
Piloto Zequinhas Veículo
Antonio Roda
Wilson Roda Navarro Roda
Lucio Barros Graça Onça d'Água - Land Rover Defender 110
Moacyr Hugo
Iran Gleno Brutus III - Land Rover Defender 110
Lilico Nonato Agulinha - Troller T4
Chico Osama - Toyota Bandeirantes
Gilberto Duelo Edi Duelo II - Land Rover Defender 110
Hérycles Pathifa - Nissan Pathfinder
Tavinho Boto I - Toyota Bandeirantes
Rogério Politi Ewerton Pit Bull - Jeep Willys CJ5
Convidados
Melo Barcarena T4 - Troller T4
Ivanete Vivi, Sandra Jamantinha - Toyota Hilux
Messias Breno, Bruno

FOTOS DESTE EVENTO