Expedição Marajó No Limite

25 a 27/03/2005 | Marajó/PA

PATROCINADORES DESTE EVENTO

A expedição começou, ao amanhecer de sexta-feira, 25/03/05, com a concentração no porto da balsa em Icoaraci, distrito a 20 km do centro de Belém, de onde partimos para uma animada viagem de 4 horas em “ferry-boat”, nossas conhecidas balsas, até o porto na entrada do rio Camará na ilha de Marajó, tempo suficiente para os ajustes finais, adesivação dos carros e aumentar nossas expectativas. Ao desembarcar na ilha, cada participante assumiu sua posição e após um pequeno deslocamento iniciou-se a tão esperada trilha nos campos alagados do Marajó. De fato o Marajó é um grande arquipélago, onde se encontram vários tipos de paisagem, e essa paisagem muda bastante ao longo do ano. No período de janeiro a junho, inverno local, é o período de maior incidência de chuvas, transformando os campos em grandes lagos e regiões alagadas: alvo de nossa aventura.

Iniciamos a travessia de uma área alagada conhecida como a Baixa do Rosário, guiados pelo experiente Atreu, que escolhia os melhores pontos de passagem, mesmo cobertos d´água. A obrigatória tração 4x4 logo foi auxiliada pela reduzida, e, quanto o mais avançávamos pelo campo, menor era a certeza de atingirmos o outro lado. A emoção aumentou quando, numa passagem mais profunda, a água invadiu os carros e o snorkel mostrou sua grande utilidade. Dificuldade maior passaram o fotografo e o cinegrafista que tiveram suas motos prejudicadas por tanta água. Concluída a primeira parte da aventura seguimos para Cachoeira do Ararí para o primeiro pernoite. Na manhã de sábado, começamos o dia com uma visita ao Museu do Marajó, onde se aprende um pouco mais sobre a cultura marajoara.

Nossa programação, agora, seria atravessar um novo trecho de campos alagados no retorno em direção a Joanes, nosso próximo objetivo, mas, o que nos esperava era mais radical. Um campo de capim verde escondia a lama fina e escorregadia com baixíssimo nível de aderência. Logo começou o atoleiro que parou o comboio por algumas horas. Aproveitamos então para a “cerimônia do batismo” dos novos jipeiros, uma grande brincadeira regada a lama e descontração. Teve gente que se emocionou com seu primeiro banho de lama. Esse é o espírito da trilha! Após varias horas para avançar menos de 3 Km, os lideres da expedição, considerando as dificuldades que ainda viriam, para atravessar 22 carros nesses campos alagados, decidiram pelo retorno a estrada de chão que liga Cachoeira do Ararí a Joanes, permitindo assim a chegada a bela praia de Joanes ao entardecer, onde pernoitamos e passamos um domingo muito agradável a relembrar as aventuras dos dias anteriores. Nos despedimos da Ilha e rumamos para Belém nas ondas da Baia de Marajó, e que ondas. Quem não mareou, apreciou.

Este evento teve a participação de 21 jipes, pilotados por 17 sócios e 4 convidados, com a companhia de 23 zequinhas.
Piloto Zequinhas Veículo
Jefferson Sheyla
Carlos Marra Vânia Brucutu - Land Rover Defender 90
David Ewerton
Sílvio Bruna marvado - Jeep Willys CJ5
Marcelino
Vasconcelos Esperança Patchanga - Toyota Hilux
Lucio Barros Graça Onça d'Água - Land Rover Defender 110
Waldécio Danni Nervoso - Troller T4
Diou Adriana, Neto, Márcia Diou Nave - Toyota Bandeirantes
Takó JavaLee - CBT Javali
Iran Samuel, Iran Neto, Ana Irene Brutus III - Land Rover Defender 110
Cláudio Pedra Mario Tadeu Matinta Pereira - Toyota Bandeirantes
Magaiver Renato Jamanta - Willys F-75
Tonico Catarina Manuel O Audaz - Toyota Bandeirantes
Gilberto Duelo Edi, Grégory, Carol Duelo II - Land Rover Defender 110
Tavinho Alcina, Cida, Thays Boto I - Toyota Bandeirantes
Nelson Trícia Pânico - Ford Ranger
Convidados
Bernardes Felipe, Luciana, Adriana
Odilon Tanque - Land Rover Defender 110
Imanoel Simoneta
Atreu Patrícia L200S - Mitsubishi L200 Sport

FOTOS DESTE EVENTO