Caminhos do Mosqueiro
20 a 21/05/2006 | Mosqueiro/PA

O comboio reuniu no Posto Paravip e partiu pra mais uma aventura, que pra muitos (ou todos) seria mais uma trilha básica. Seguimos enfileirados pelo asfalto até entrada de Benfica, onde lá adentramos na piçarra, cruzando algumas fazendas numa bela manhã de sol. Alguns quilômetros afins e já tinha aqueles que reclamavam do muito “básico”. Mas logo saímos pro asfalto novamente. Reagrupamos com os retardatários e seguimos direto à ponte do Mosqueiro. Passado ela, entramos a esquerda no ramal em direção a fazenda do André. E pra quem achava que seria um simples trilha básica, enganou-se redondamente. Alguns quilômetros mata adentro e já aparecia as primeiras dificuldades, principalmente ao cair da tarde com o cair de muita chuva. Vários carros atolando em diversos pontos da trilha, com um terreno extremamente trapaceiro onde somente com o passar dos carros é que podíamos ver o quão difícil se tornava a dirigibilidade. E pra surpresa de todos em poucas horas as dificuldades foram crescendo ao ponto de passarmos horas a fins sem locomoção. Ao anoitecer as desistências foram surgindo (pra quem podia desistir), os que estavam ao final do comboio foram, com muita dificuldade, manobrando na mata e dirigindo-se a ponto destino na Pousada do Paraíso e outros pra Belém. Entretanto, com muita vontade de brincar o Antonio Roda retorna pra resgatar os que ficaram entrando novamente na trilha, só que pela saída da mesma.

Aos que estavam na frente do comboio, poucos conseguiram passar com ajuda dos guinchos das Toyotas do Antonio Roda e Alex (Dr. Joelho), quem sem receios enfrentaram um longo caminho de muita lama, igarapés e areia movediça. Chegaram dois tratores, mas a alegria durou pouco, eles atolaram na entrada da fazenda. Já tarde da noite, o grupo que havia permanecido na trilha resolveu deixar os carros lá mesmo e seguir a pé com algumas lanternas trilha a fora. Com destaque ao menor Caio, filho do convidado Roger Loro, que bravamente acompanhava o grupo até a saída no descampado. Lá estavam um grupo de resgate a espera dos “entalados da trilha”. Na saída em direção ao Paraíso no Mosqueiro, o Dr. Coronelson errou a saída e entrou novamente na trilha com toda vontade, precisando novamente da ajuda dos guinchos do ARoda, Iran e outros carros de apoio. Horas depois, passando da meia noite, a Land do Coronelson sai da trilha e todos puderam ir descansar.

O domingo amanheceu lindo como nunca, mas para os que tinham que retornar a fazendo aquilo não passava apenas de um excelente café da manhã. Chegamos a fazenda no final da manhã, daí começamos a desatolar os carros da noite anterior, foram eles: Cláudio Pedra (até o talo), Jefferson (engatado nas arvores), Highlander (Nierlando), Valdécio (com seu MTadeu com semi-eixo quebrado). Horas e horas depois resolvemos voltar, a diretoria chamou ½ dúzia de mateiros que, graças a eles, começamos a nos locomover lentamente na trilha. Com a chuva caindo a todo instante, foi ficando mais difícil à saída, incansavelmente os mateiros trabalhavam cortando galhadas de todo os tamanhos. Chegaram mais dois outros tratores e novamente eles atolaram no mesmo lugar que os outros dois de sábado. Prosseguimos sozinhos então.

Quando achávamos que já ia acabar, novamente atolam o Pedra e as Lands do Jefferson e Rodrigo. A hora avançada beirando 4 da manha de segunda, o grupo de apoio que estava no campo resolveu retornar a Belém, os mateiros pra suas casas e os da trilha dormiram em seus carros. Não demorou o dia amanheceu e logo às 6 da manhã começaram os trabalhos novamente. Sem perder o humor e com muita fome de lama e de comida, voltamos a trabalhar pra transpor os poucos metros de lamaçal que restava. Porém esses metros levou muitas horas e bravamente contamos com o apoio do Toyota do ARoda com seu destemido guincho, o qual foi tirando um a um do lamaçal. Passando da hora do almoço, chegou o reforço da cidade com o café da manhã. A animação ainda rolava, pois na saída do campo o Valdécio (Land MTadeu) já com saudades da trilha, voltou a atolar e lá veio o guincho da Toyota. Por fim, as 16 horas estávamos no asfalto, recepcionados por vários sócios que vibravam com a saída dos jeepeiros. Para todos, a melhor de todos os tempos! Dai apresentamos a moral da historia: “Onde o JCP vai, nem trator chega”.

Este evento teve a participação de 23 jipes, pilotados por 19 sócios e 4 convidados, com a companhia de 30 zequinhas.
Piloto Zequinhas Veículo
Dr.Joelho Rarrá, Bia Muleta - Toyota Bandeirantes
Pamplona Renata Pedigree - Jeep Willys CJ5
Rufino Neto Camaleão - Jeep Willys CJ5
Bernardes Adriana, Luciana, Felipe Simpson Rover - Land Rover Defender 110
Messias Wanderli Samurai - Suzuki Samurai
Navarro Roda Vida Loka - Jeep Willys CJ5
Jefferson
Carlos Marra Vânia Brucutu - Land Rover Defender 90
Antonio Roda Renata, Arthur Roda, Carolina
Wilson Roda Wilson Filho, Natália
Vasconcelos Esperança Patchanga - Toyota Hilux
Waldécio Danni Nervoso - Troller T4
Iran Ana Irene, Samuel, Iran Neto Brutus III - Land Rover Defender 110
Cláudio Pedra Pedrita, Felipe, Lucas Matinta Pereira - Toyota Bandeirantes
Chico Dadá Osama - Toyota Bandeirantes
Magaiver Victor, Cida, Renato Jamanta - Willys F-75
Tonico Catarina, Lucas Manuel O Audaz - Toyota Bandeirantes
Franklim Flávio Jeepcão - Jeep Willys CJ5
Ewerton Thays Sapo - Jeep Willys CJ5
Convidados
Nirlando Theodora Bradock - Suzuki Samurai
Rodrigo Simões Lendia - Land Rover Defender 110
Roger Loro Caio Sabonete de Motel - Suzuki Vitara
Cariri Ivanira Jambú - Jeep Willys CJ5

FOTOS DESTE EVENTO